Canadá: Mudança de Status de Visto de Visitante para Estudante ou Permissão de Trabalho

Eu tenho certeza de que assim como eu, algumas pessoas podem ter perguntas relacionadas a este tópico: É possível mudar o tipo de visto estando no Canadá? É possível obter visto de estudante ou permissão de trabalho sem ter de voltar para o Brasil para fazer o processo?
Ou seja, você está no Canadá como visitante e resolve fazer algum curso de mais de 6 meses ou arranja algum trabalho no período em que você está como turista e agora precisa mudar o status do seu visto.

A primeira coisa que você precisa saber se quer continuar como estudante no Canadá é que, NÃO, você não pode aplicar para um visto dentro do Canadá. Se você estiver em terras canadenses e quiser um visto de estudante, vai ter de preparar todo o processo online e enviar todos os seus documentos e passaportes para Los Angeles ou para o Brasil, e aguardar o retorno disso. Este não foi o meu caso, mas obtive informações sobre o assunto diretamente com oficiais na fronteira e o processo é exatamente este que é relatado neste vídeo:

Mas a história que eu vou contar para vocês é, como você deve proceder para conseguir uma permissão de trabalho, uma vez que já está no Canadá como visitante e ainda dentro do período de 6 meses máximos que eles te dão para ficar a partir da data da sua entrada no país.

A história começa em abril de 2016 quando fiz uma inscrição para realizar parte da pesquisa do meu Doutorado no Canadá através de um programa chamado ELAP. Quando os primeiros resultados do processo saíram em julho (2016) eu fui colocado na lista de espera, com a promessa de que eu poderia ser chamado até dezembro (2016). Porém, fui informado que a possibilidade era muito pequena. No mesmo período, meu irmão foi convocado (estava na lista dos “embarques imediatos” de julho) e como ele estaria no Canadá a partir de dezembro, e eu sempre quis conhecer o País, resolvi pegar umas economias e junto com a namorada dele e uma amiga tiramos o visto de visitante e compramos passagens para passar os feriados (Natal e Ano Novo) em Toronto. Entretanto, 11 dias antes da viagem (01 de dezembro) recebi o email de aceitação do ELAP. Com isso, eu não estava mais na lista de espera, eu tinha sido chamado para realizar a minha pesquisa no Canadá e tinha pouco tempo para providenciar toda a papelada, já que tinha de chegar iniciar as atividades da pesquisa na universidade até 01 de fevereiro, ou perderia a oportunidade.

PROBLEMA: E a viagem que já estava toda acertada? E as passagens, hospedagem e blábláblá? E o visto de visitante que eu já tinha tirado no Brasil?
O programa não aceitaria isso, eu precisava de um visto de estudante ou de uma permissão de trabalho agora e os vistos no Brasil demoram um tempão para serem emitidos, ainda mais com os feriados de fim de ano.
E agora?

Pesquisei em vários lugares e umas das saídas para resolver isso seria voltar para o Brasil para pedir o visto de estudante ou solicitar o visto online a partir do Canadá, enviar passaporte e documentos para o Brasil e ficar aqui “sem documentos” até o passaporte retornar, como descrito no vídeo acima. Entretanto, nenhuma das opções me agradou muito. Resolvi então entrar em contato com a Universidade e explicar a situação. Não podia perder a oportunidade de coletar dados para o meu doutorado no Canadá. Tinha de ter uma saída mais rápida.
E teve! A saída? Como eu estava vindo ao Canadá realizar parte da minha pesquisa de doutorado, eu poderia ser considerado um Pesquisador Visitante na Universidade, por isso, eu poderia pegar toda a papelada para um Work Permit, ir até a fronteira terrestre do Canadá com os EUA. Sair, voltar, e solicitar a permissão na entrada. Usando a R198: http://laws-lois.justice.gc.ca/…/SOR-2002-…/section-198.html.

Neste esquema, reuni, junto com a Universidade, tudo que era necessário para aplicar neste processo seguindo as indicações deste link: http://www.cic.gc.ca/english/information/applications/work.asp. De posse de todos os documentos e formulários fui para a fronteira na Rainbow Bridge in Niagara Falls, atravessei para os EUA e volte para o Canadá. Perceba que neste esquema você precisará de um visto Americano, caso realmente queira completar a travessia da ponte até o final do outro lado (EUA). Entretanto, caso você não tenha visto, os oficiais americanos já estão meio que acostumados com o processo, e eles vão simplesmente negar a sua entrada no país e te dar um papel para que você volte ao Canadá. Essa caminhada não dura nem 15 minutos ida e volta.

rainbow

Quando voltei ao lado canadense e fiz o pedido (final de dezembro) fiquei mais ou menos 1 hora sentado, aguardando a análise, com uma ansiedade sem limite e angustiado com as caras e bocas que via a oficial fazendo, até que finalmente ela me chamou e disse que estava tudo certo com os papéis para o Work Permit como Pesquisador da universidade, entretanto, não podia me dar a permissão, pois eu não tinha os exames médicos necessários para ficar aqui pelo período de 6 meses. Por fim, ela me deu a lista de médicos “oficiais” que podiam fazer o exame, me disse para fazer o mais rápido possível e retornar em 2 semanas para solicitar a permissão de novo.

PQP que má sorte, que falta de atenção, eu deveria ter levado os exames comigo. A dica neste ponto é: Leve tudo que você precisar e que você achar que vai precisar. Tudo mesmo. Desde os documentos requeridos até aqueles considerados opcionais, qualquer coisa que ajude você a não ter de voltar lá. Mas enfim, voltei para Toronto e fiz os exames requeridos (280 dólares canadenses) e retornei a fronteira em exatamente 15 dias acreditando que seria só entregar os papéis de novo, com o exame médico, pagar a taxa de $155 necessária para emitir a permissão e ser feliz, afinal anteriormente, uma oficial tinha dito que estava tudo certo, com exceção da ausência dos exames. Pois é, grande ilusão!

O dia da segunda visita até que começou bem, já que ao voltar a fronteira dos EUA fui bem recebido pelo oficial de lá, o que é uma grande sorte. Logo de cara, ao ver meu passaporte ele percebeu que eu tinha estado ali há exatos 15 dias. Eu expliquei para ele toda a história do Work Permit na fronteira, mas disse que já que estava ali, gostaria de ver as cataratas do lado Americano, já que não tinha visto da última vez porque estava de noite. Muito amigavelmente ele me disse que era melhor ele negar a minha entrada para resolver a questão do visto do lado canadense, mas que depois disso eu poderia voltar para ver as cataratas e ele me deixaria passar. Eu concordei, peguei a negação de entrada e voltei ao lado Canadense para continuar o processo.
Porém o oficial Canadense que me atendeu neste dia foi muito mais impiedoso do que aquela que me antedera 15 dias atrás. Ele fez uma série de perguntas sobre minha pesquisa, sobre o que eu iria fazer no meu dia-dia, sobre o que é esse trabalho de “pesquisador”, pediu opinião a quase todos os outros oficiais e 2 horas e meia depois me chamou e disse que eu precisava de um visto de estudante e não de um Work Permit e que eu não podia pedir isso lá, deveria seguir o outro protocolo (o do vídeo aí em cima). Um grande segundo e dessa vez bem maiúsculo NÃO.
Por que este não é que neste momento ele segurava meu passaporte na mão e não aparentava que ia me devolver, senti o gosto da deportação naquela hora. Até que eu disse que entendi o que ele me explicou, e disse que entraria em contato com a universidade para providenciar isso. Finalmente, quando eu disse isso, ele devolveu meu passaporte.

Na mesma hora mandei email para a responsável na universidade, a mesma pessoa que me orientou quanto a este processo, e ela me encaminhou por email novos documentos, explicando bem explicadinho, quase desenhando, o significado de “Pesquisador de Doutorado” e o papel dessa pessoa dentro da universidade, e deixando claro que nesta circunstância eu não era estudante, pois não cursava nenhuma disciplina eu era um “pesquisador PhD visitante”, por isso, precisava de uma permissão de trabalho para realizar a minha pesquisa no laboratório da universidade.

Com isso, corri rapidamente em uma gráfica, imprimi todos os papeis e no mesmo dia, 2 horas depois, lá estava eu do lado Americano da ponte de novo sendo atendido pelo mesmo oficial da manhã. De cara ele lembrou de mim e disse: “Você esteve aqui de manhã né? Quer ver as cataratas agora…”. E eu disse: “Não exatamente, preciso que o senhor me mande de volta pro outro lado, pois tive um problema com os documentos e agora tenho de tentar de novo”.
Ele entendeu, e me deu outro papel negando a minha entrada, para que eu pudesse voltar ao Canadá. Chegando no escritório da imigração, dei de cara com o cara que me negou o pedido de manhã, mas fui atendido por outra oficial. De posse dos novos documentos que deixavam claro a função de um Pesquisador numa universidade, ela analisou os papéis durante mais 1 hora junto com outro oficial. Quando ela finalmente me chamou, eu estava pronto para o terceiro NÃO, mas ela me mandou pagar a taxa de emissão e me deu o work permit para que eu pudesse exclusivamente realizar a minha pesquisa. Ufa!

Em resumo, é possível pedir mudança de status do visto de visitante para estudante ou conseguir um work permit já estando aqui no Canadá. Suponha que você veio visitar, mas neste período foi aceito em alguma Universidade ou conseguiu um emprego e quer dar entrada nesses processos. Isso é possível, tanto o vídeo ai de cima quanto este relato provam isso. Mas, em ambos os casos se quiser rapidez, já envie/entregue tudo, inclusive o exame médico (no caso de ficar aqui por mais de 6 meses), e lembre-se de pegar da sua universidade ou do seu empregador canadense o máximo de informações oficiais possíveis que possam definir e elucidar o que você vai fazer.

Como nem tudo no dia foram problemas e “aperreios”, e o resultado foi positivo, deixo algumas fotos de Niagara Falls tiradas entre momentos de desespero e esperança de um dia corrido.

Border. #usa🇺🇸 #canada🇨🇦

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Niagara Falls! #canada🇨🇦

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Mudança de status do visto Canadense Estudante Trabalho Work Permit Tirando Visto na Fronteira Fronteira Canada Estados Unidos

Como tirar permissão de trabalho na Fronteira do Canada?

Como mudar o status do visto de visitante no Canadá?

Resultados ELAP Canadá

Documentos ELAP Canadá Emerging Leaders of Latin America Program

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China: Conseguindo o visto de visitante para a China

Viajar para a China nunca esteve nos planos oficiais de viagem, até que um artigo aceito em um congresso em Pequim mudaria tudo. Do momento da aprovação até o dia da viagem eu teria poucos dias para conseguir o visto, mas eu não imaginei que o processo seria tão rápido e fácil.

Quanto tempo demora para conseguir um visto chinês

Minha primeira preocupação seria o tempo. Meu passaporte teria de ir de Recife para Brasília via Correios e retornar e poucos dias, pois eu tinha a viagem da Europa já programada e caso o passaporte não chegasse a tempo, teria de perder tudo. Nota: O serviço mais rápido que eu já vi, em exatamente 1 semana meu passaporte foi e voltou com o visto.

O que você precisa saber sobre tirar o visto chinês

O visto é concedido por entrada com um limite de tempo de 3 meses que você pode entrar no país. O meu por exemplo foi emitido em 1 de setembro, e eu deveria entrar na China até 1 de dezembro, caso contrário o visto não seria mais válido.

Os documentos que você precisa para tirar o visto são:

  1. Formulário de solicitação de visto preenchido.
  2. Reserva de voo para a China: Sim, diferentemente de muitos países onde você consegue o visto e somente depois compra a passagem, para a China você precisa enviar a reserva do seu voo junto com os documentos para conseguir o visto.
  3. Ter reserva de hotel: A sua reserva já deve ter sido realizada e deve ser enviada com documento. No meu caso, utilizei uma reserva feita no Booking.
  4. Planejamento da viagem: Para cada dia que você for ficar na China, deve indicar em que cidade irá ficar.
  5. Comprovante de trabalho e de recursos financeiros: Você deve enviar algum documento que comprove que tem meios para viajar. Pode ser alguma declaração do trabalho ou um extrato da sua conta.
  6. Foto 3×4
  7. Passaporte brasileiro válido por no mínimo 6 meses e com página em branco para o visto.

Esses documentos devem ser enviados para a embaixada responsável pela sua região. Pernambuco, junto com todo o Nordeste (exceto Bahia) e o Norte devem enviar os documentos para Brasília. Os estados do Sul ficam com a de São Paulo. Minas Gerais, Espirito Santo e Bahia, com a do Rio de Janeiro. Você pode ver os endereços na página oficial.

Taxa de Pagamento de Visto Chinês

Depois que você enviar os seus documentos você deve esperar 48 horas e entrar em contato com a embaixada para qual os seus documentos foram enviados. Eles vão confirmar o recebimento e autorizar o pagamento da taxa de visto e de envio do passaporte de volta. Nota: Você não deverá pagar a taxa de visto com antecedência, somente após o contato e a autorização via telefone ou email. Mas não aguarde o contato, você mesmo deve procurar a embaixada após 48 horas de envio. Eles então te darão as informações de depósito e o valor total das taxas para que o depósito seja feito. Nota: Só são aceitos depósitos direto no Caixa em uma agência do HSBC. Transferências e depósitos online não são aceitos. No meu caso o total pago foi de R$ 125,00 (visto + taxa de envio).

Depois disso é só aguardar alguns poucos dias e o seu passaporte deve retornar com o visto de visitante para a China. O processo é rápido, simples, fácil, você não precisa pagar para nenhuma agência realizar isso por você. Eu garanto. Posso dizer que este foi o procedimento menos burocrático que já enfrentei na vida.

Todas as informações sobre outros tipos de vistos podem ser acessadas na página oficial e você também pode ligar diretamente para uma das embaixadas para obter informações. Eles são muito pacientes e educados para tirar qualquer dúvida.

 

Inglaterra: We only said goodbye with words

As últimas horas em Londres  foram usadas para conhecer o bairro de Camden Town dito por muitos como a região mais peculiar de Londres.

Conhecendo Camden Town

Não posso dizer que conheço Camden Town, até porque não visitei muitos locais da região, mesmo estando hospedado neste bairro. Porém a imagem que ficou foi de ser um lugar divertido, aberto, com muitas opções de entretenimento, excelentes lojas de souvenirs e  uma região bastante amistosa.

Lembro que ao perguntar a moça do hostel se a região era perigosa ela respondeu: “Dangerous? This is Camden Town, this is fun!” E realmente é. Basta andar um pouco pela rua que você verá muitos e muitos pubs britânicos cheios de pessoas curtindo o fim da tarde e a noite. Tanto que este era o bairro preferido de Amy Winehouse, onde ela viveu e também o local em que ela morreu.

A casa de Amy Winehouse ficava em Camden Town

Na última noite em Londres resolvi ver de perto a casa que pertencia à Amy Winehouse. Ela era bem perto do hostel em que eu estava hospedado. O motivo da visita? Não sei, simplesmente achei que deveria conhecer. Existe uma estátua da cantora no mercado de Camden Town e realmente é um bom lugar para visitar na região, pelo que eu li, mas não tive como ir até lá, por isso não tenho informações pessoais sobre o lugar.

De qualquer forma, a casa não é mais da família dela, mas recebe sempre visitantes, eternos fãs da cantora que visitam o local. A foto que eu tirei ficou bem ruimzinha, justamente porque não quis ficar fotografando, no caso dos novos donos não gostarem de visitas. Mas de todo modo, isso é inevitável, já que do outro lado da rua tem uma pracinha e os fãs da cantora deixam sempre algum tipo de lembrança em homenagem a ela. Estando em Londres e tendo interesse em visitar a casa é o número 30 da rua Camden Square em Camden Town.

"We only say good bye with words…"

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Comprando Souvenirs baratos em Londres

Uma dica valiosa que eu posso deixar sobre Londres em geral é que a região de Camden Town é a melhor para comprar souvenirs. A melhor entre os lugares que eu visitei. Encontrei no lugar lembranças com preços muito abaixo daqueles praticados próximo aos pontos turísticos da cidade. Por exemplo, aquela famosa cabine telefônica que todo mundo quer levar para casa, encontrei ela por valores entre 8 e 15 libras nos lugares por onde andei, enquanto em Camden Town comprei a minha por 3,50 libras. Isso sem falar nos chaveiros e imãs com preços muitíssimo bons.

We only said good bye with words

Enfim, Camden Town é uma excelente região de Londres e foi muito ruim não tê-la explorado mais. Ficou para uma próxima viagem. Por isso o trecho da música que dá o título da postagem serve para o bairro em dois sentidos, é o eterno lar da cantora Amy Winehouse, e é o local que eu quero voltar em Londres com toda certeza. Por isso, “só dizemos adeus com palavras”…

Inglaterra: Nenhuma história vive a menos que alguém queira ouvi-la

O que dizer sobre um dos melhores dias da sua vida?

Visita à Warner Bros. Studio Tour London – The Making of Harry Potter

Era 5 da manhã quando eu saltei da cama do hostel que eu estava hospedado em Camdem Town (Londres) para sair bem cedo rumo a Estação de Euston para pegar o trem para Watford Junction de onde sairia o ônibus que me levaria para a Warner Bros. Studio Tour London – The Making of Harry Potter. O meu horário de entrada no ingresso seria às 10:30  da manhã, mas eu não poderia correr o risco de me atrasar ou me perder, o principal motivo da minha ida a Londres estava ali, e nada poderia dar errado. Por isso, preferi sair quase 5 horas mais cedo.

O percurso é muito simples, chegando na Estação de Euston, basta perguntar pelo trem que segue para Watford Junction, essa viagem custa em torno de 12 libras e demora uns 20 minutos (no trem que vai direto). Ao chegar em Watford Junction, basta sair da estação e pegar a esquerda, atravessar a rua para a parada número 4, de onde sai o ônibus com o serviço de shuttle para os estúdios da Warner. A parada é bem característica e o ônibus também, a excitação começou logo ai. O valor do ônibus não foi muito caro,  algo em torno de 2,50 libras, com wifi gratuita em todo o percurso.

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Como eu cheguei muito cedo, eu vi o ônibus partir umas 2 vezes, levando apenas funcionários. Os visitantes não podem embarcar nos primeiros ônibus que vão para o estúdio e só  a partir de umas 9 da manhã que pudemos seguir a viagem de uns 15 minutos até o local. Nota: Como eu não tinha dinheiro trocado o motorista deixou eu pagar o ônibus na volta. What a nice person. 

Como eu falei, o meu ingresso era para as 10:30, mas como cheguei junto com o primeiro grupo não houve problema em entrar. É importante lembrar que eles NÃO VENDEM ingressos no local. É preciso comprar pela a internet e apenas retirá-lo lá. Depois disso é só pegar a fila e aguardar, pois as pessoas entram em grupos de 50 pessoas mais ou menos.

“No story lives unless someone wants to listen.”

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Esta é a frase que tem logo na entrada. Claro, existem outras coisas na entrada. As mãos de Daniel, Emma e Ruppert moldadas no cimento, quadros com os personagens na parede, o Ford Anglia usado no segundo filme e pendurado no teto e o primeiro cenário a ser visitado, o armário em baixo da escada. Mas por que a frase é a principal coisa que tem na entrada? Porque é como se você sentisse que J.K. Rowling está ali, dando as boas vindas para você que cresceu lendo as histórias dela, acreditando no mundo que ela criou e que você está prestes a realmente tocá-lo. Não é à toa que ao olhar para essa frase escrita na parede, o nó que estava preso na minha garganta há algum tempo, desde que entrei no ônibus, desatou e eu desatei a chorar. Sim, chorar emocionado pelo que eu estava vivendo, enquanto vários visitantes olhavam para mim, e pensavam, “e esse doido?”, e eu seguia a fila para entrar na primeira parada da visita.

De 50 em 50, as pessoas vão entrando, e a minha dica é que quando chegar a sua vez, ao entrar na primeira sala se dirija diretamente à porta da esquerda (tem três portas fechadas). Esta sala é um ambiente escuro, sem nada, a não ser pelas fotos das capas dos filmes que ficam na parede. Lá você e o seu grupo ficam esperando que a próxima sala seja desocupada pelo grupo que entrou antes. Enquanto isso você escuta histórias e fatos sobre os filmes.

Quando as três portas se abrem existe um grande auditório a frente. Agora a resposta de “por que ficar na primeira das três portas a esquerda”, porque você vai entrar direto para a fileira da frente do auditório. Nota: Nesta hora a emoção da frase da entrada já tinha passado em boa parte, já tinha controlado o choro, sentando na frente do auditório e pronto para seguir. Neste auditório tem um guia que inicia o passeio com uma piada: Agora que vocês estão sentados, vamos ver todos os 8 filmes de Harry Potter. Todos riem!

Mas realmente tem um telão a frente e um vídeo começa a passar. Mas não é nenhum dos 8 filmes, é uma mensagem da J.K. Rowling falando sobre o universo que você está prestes a entrar. Fora isso, o vídeo mostra os depoimentos de Daniel, Emma e Ruppert contanto como foi crescer naquele lugar, ir na escola naquela região, frequentar aquele estúdio quase todos os dias para realizar as gravações, e no final convidam você a conhecer tudo aquilo que fez parte da vida deles por tanto tempo. Nota: Já tinha começado a chorar de novo!

O vídeo termina, a tela sobe e uma grande porta aparece na frente do auditório. O guia convida que todos se levantem, que cheguem mais perto da porta e pergunta se tem algum aniversariante naquele grupo. Damn! Eu não era o aniversariante. Mas uma moça que estava no grupo disse que era, e foi ela que abriu a porta… A porta do são principal de Hogwarts!

Não dá para definir a emoção dessa hora, até porque eu já estava chorando de novo, e agora eu não estava sozinho, várias pessoas ao redor já estavam chorando também. E sim, todos nós estávamos entrando agora dentro do salão principal da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

"I read it in 'Hogwarts: A History".

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Neste cenário você continua acompanhado pelo guia do percurso que conta vários detalhes sobre as gravações, muito embora ninguém preste muita atenção no que ele tem à dizer. Mas todo mundo está muito preocupado com o tempo, porque precisa ver tudo, fotografar tudo antes que peçam para que todos deixem a sala para o próximo grupo entrar.

 

Ao deixar esse cenário, o tempo pré-definido para cada grupo se encerra. Cada participante fica por sua conta, e pode demorar o tempo que quiser em cada local. Mas é importante lembrar que a viagem é “one way”, o que significa que você não pode voltar, uma vez que avançar pelos cenários. A continuação reserva tudo que você mais quer ver, o portão da escola, a sala de Dumbledore, a sala da mansão dos Molfoy, o dormitório dos alunos da Gryffindor, a Toca, a sala de Umbridge, enfim, todo tipo de cenário de ambiente interno do filme.

Ao final dessa área, é possível voar de vassoura e eles fazem um vídeo e colocam os cenários de Hogwarts atrás de você. É preciso pagar pelo vídeo e também pelas fotos que eles fazem. O preço é um pouco salgado e não é permitido que você tire as suas próprias fotos nesta parte. Você tem também a opção de treinar com uma varinha, e nessa parte, pode tirar suas próprias fotos.

Avada Kedavra!

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O próximo grupo de cenários inclui a plataforma 9 3/4 em  King’s Cross Station, o Expresso de Hogwarts e o interior do expresso. E aparecem os primeiros itens para compra, justamente os lanches do carrinho que passa pelo Expresso de Hogwarts durante a viagem e alguns outros itens.

O que vem em seguida é uma lanchonete aonde você pode aproveitar e tomar uma Butterbeer por 4 libras. Descansar um pouco e depois seguir o tour pelos cenários externos que incluem a casa número 4 da rua dos Alfeneiros, o Knightbus, a ponte de Hogwarts (que Neville e Seamus explodem no último filme) a casa dos Potter em ruínas e as peças gigantes do xadrez.

Depois o tour te leva para a seção de criaturas mágicas e manequins criados para o filme antes de levar para uma viagem pelas lojas do Beco Diagonal.

Saindo deste ponto, você irá ver a loja do Ollivander e as maquetes de Hogwarts usadas no filme para mostrar a escola do lado de fora. Esse é o final do passeio, pois depois deste ponto você tem acesso à loja de presentes do lado de onde o tour foi iniciada. Os preços são um pouco altos, então se for comprar alguma coisa lá é melhor ir preparado.
Mas do que isso você deve estar preparado para sentir o vazio do “agora acabou” que dá no final e a sensação de que não viu nada e de que quer entrar para ver tudo de novo.

O que eu posso dizer sobre esse tour? Ele vale muito a pena, muito! Vale cada penny, cada pound gasto com o ingresso. Cada canto do lugar, cada cenário que você vê, cada peça. E se você for fã, e assim como eu cresceu dentro deste universo e dentro desta história, é impossível não se emocionar com tudo isso. Ai você percebe o quanto faz sentido aquele diálogo:

– Professor, isso tudo é real ou está só acontecendo na minha cabeça?
– É claro que está acontecendo na sua cabeça Harry, mas porque isso tem de significar que não é real?

Tour Harry Potter em Londres Como fazer o Tour Harry Potter em Londres Conhecendo o Estúdio de Harry Potter em Londres

Inglaterra: It’s such a sunny nice day!

O tempo em Londres também era corrido. Não havia muito dele para descansar. Eram menos de 72 horas na cidade e havia muita coisa para ver. Então para economizar tempo, chegando no hostel (St Christopher’s Inn London), apenas deixamos as coisas, comemos um lanche lá mesmo e saímos para fazer o roteiro “Londres a pé”, semelhante ao roteiro de 1 dia inteiro de caminhada por Paris. A diferença agora é que não seria o dia inteiro, mas somente uma tarde para ver: London Eye, Big Ben, Westminister, Green Park, Buckingham e Piccadilly Circus.

O Metrô de Londres

Saindo do hostel, foram poucos passos até chegar em uma estação de metrô que poderia nos levar ao primeiro ponto, até então o planejado seria descer em Westminister Station e daí seguir a pé até os demais lugares. Entretanto, o funcionário que nos ajudou a comprar a passagem (em Londres é tudo feito no atendimento automático) nos deu outra ideia: ir até Embankment Station e de lá ir caminhando para Westminister. O cara foi tão gente boa que as palavras dele viraram o título da postagem. Ao pedir direções e informação de aonde descer ele disse com sotaque britânico modo on: “Well, you can go straight there. But, it’s such a sunny nice day, why don’t you go to Embankment Station and then take a walk to Westminster.”

O conselho foi seguido e o resultado disso foi a caminhada que está ilustrada na imagem abaixo. Ficou legal porque como todos esses pontos do primeiro dia são bem próximos, quase fechou-se o ciclo até o ponto de partida. Essa caminhada durou a tarde toda e o início da noite.

Ah, resta dizer que o metrô de Londres é bem mais legal que o de Paris (na minha opinião). Pelo menos, bem mais limpo. Assim com em Paris, tem estações em todos os lugares e que fazem ligações entre si. Entretanto eles não são tão amigáveis com o seu bolso em Londres. Enquanto em Paris uma passagem de metrô custava 1,80 (euros) em Londres custava 4,90 (libras). Ou seja, quase 4 vezes mais em R$, e nestes tempos, o bolso do brasileiro está muito frágil.

London Walk

London Eye e Big Ben

O que eu posso dizer desses lugares é que são fantásticos e que por isso sempre tem muita gente lá. Não comprei ingresso para a London Eye, então não posso dar muitas dicas sobre, mas tem um fila bastante grande lá, pelo menos na parte da tarde que foi a hora que passei. Tem uma grande quantidade de turistas no local, e para variar algumas pessoas aplicando golpes, mas não como os que falei que acontecem em Paris. Em Londres, vi aqueles jogos de escolher uma carta, embaralhar e depois dizer aonde a sua carta está. De qualquer forma, a polícia age muito mais fortemente lá. No período em que fiquei nesses arredores, vi a polícia impedindo esse tipo de jogo algumas vezes e inclusive, levando os caras presos.

O Palácio de Buckingham: Chá das 5 com a Rainha

Estava perto de 5 da tarde quando nos aproximamos dos jardins reais. O lugar é incrível, tem muitas espécies de árvores e flores que não temos na região nordeste do Brasil. Então a visita já começa neste ponto. Várias pessoas estão passeando pelo lugar também, e fazendo algum tipo de exercício. Existem várias paisagens legais, com pontes e com a presença de alguns animais como esquilos e cisnes. É uma caminhada bastante agradável, e o parque dispõe de alguns vendedores de bebidas quentes, então para mim não foi o chá das 5, mas o café das 5 😀, e banheiros públicos muito bons, que você pode usar pagando 50 centavos. Ah, eles também tem bebedouros espalhados pelo parque. PS: Leve amendoim ou alguma outra comida para brincar com os esquilos.

Na frente do palácio de Buckingham dá para ver aqueles tão famosos guardas que ficam guardando a entrada. Como fui a tarde não deu pra ver a famosa “troca de guardas”, pois isso acontece pela manhã. Entretanto, tive a sorte de encontrar uma nota de 20 Euros no chão, bem em frente a entrada. Hehehehe 😀

Visita à Piccadilly Circus

Já era noite quando a caminhada foi retomada seguindo para o último ponto do dia. Neste momento você pode imaginar que a bateria do ser humano está de pé desde às 6 da manhã, viajou de Paris à Londres e já realizou várias caminhadas (inclusive com mala) está em níveis alarmantes. Então, o cansaço já começava a vencer quando Piccadilly Circus foi avistada. Em resumo, parece uma mini Times Square. Várias pessoas tirando foto no local, alguns artistas se apresentando, e diversas lojas famosas nos arredores.

Confesso que minha vontade de ir ao local se deu principalmente por causa de uma cena de Harry Potter e as Relíquias da Morte. Então foi uma boa maneira de encerrar esse dia, já que o dia seguinte seria a tão esperada visita aos estúdios da Warner aonde gravaram o filme. Pode-se dizer, uma das principais razões da viagem a Londres!

Capítulo 1: Do you want to see the world in a different way?

Olá mundo! Este é um espaço criado para experimentar e comentar sobre os diversos cantos desse planeta… Eu sempre fui aquele cara que pensava: Que legal seria viajar o mundo inteiro… Conhecer lugares, pessoas, culturas, aprender hábitos, enfim, viajar muito!

Tudo isso sempre foi regado de muita vontade, mas desprovido de coragem de verdade. Até que em uma madrugada de insônia eu aproveitei o impulso das minhas ideias, deixei de imaginar e fiz acontecer: comprei a passagem para a primeira viagem internacional!
Tudo muito rápido, tudo de repente, tudo no impulso para não ter nem tempo de avaliar se a ideia era boa ou não, porque na verdade eu já sabia, era a melhor ideia que eu podia ter. E foi! Em 7 meses já foram 3 países (6, se contar com as conexões aéreas) e o quarto país já está a poucos dias de distância.

Você pode se perguntar: Alguém que decide viajar assim do dia para noite deve ter bastante condições financeiras de fazer isso! Mas na verdade, não é bem assim. Na realidade, posso citar um texto que eu li em um outro blog dias atrás, que dizia mais ou menos assim: “as pessoas tem o costume de gastar muito dinheiro com festas e baladas, entradas vips e bebidas caras, itens que não precisa ter e aparências que não precisam passar, eu prefiro gastar o meu dinheiro com viagens”. Essa é a minha realidade agora! Economizo para viajar e paralelo a isso, eu não faço viagens longas, não fico nos melhores hotéis da cidade, nem trago a mala cheia de novidades. Mas eu trago a cabeça cheia de boas memórias e grandes histórias!
Na verdade o que eu queria era estabelecer aquela meta dos 30 países aos 30 anos, mas eu tenho a convicção de que não tenho mais tanto tempo para isso. Quem sabe 20 países aos 40 anos de idade. Quem sabe…

Mas o fato é que apesar de fazer viagens muito curtas, existem boas e velhas histórias para contar, dicas para dar e experiências para compartilhar.
Aqui vamos falar de:
– Processos relacionados com vistos;
– Viagens e escalas aéreas;
– Serviços de companhias aéreas e de empresas de viagens;
– Problemas com seguros e outros imprevistos em viagens;
– Hospedagens e lugares para ficar;
– Bares, restaurantes e festas;
– Pessoas para conhecer;
– Pontos turísticos;
– Dentre outras situações e questões que só quem gosta de viajar pode se interessar e entender.

Enfim, a ideia aqui é reunir informações. A princípio os primeiros posts podem ter um toque maior de memória de viagens, já que os primeiros países já passaram.
Mas o que sobrou disso foi muita história mesmo para contar e várias dicas úteis, principalmente para aqueles que, assim como eu, visitarão o lugar pela primeira vez.
Então, “você quer ver o mundo de um jeito diferente?”, acompanhe-nos com as histórias e aventure-se assim como quem decidiu partir sempre que possível para um lugar novo para aproveitar a oportunidade de dizer: “Olá Paris”, “Olá Londres”, “Olá Pequim”, enfim “Olá Mundo”!

Finalizo o primeiro post com a música que o inspirou, e que eu geralmente sempre escuto nas viagens: The Kooks – See the World.
“Do you want to see the world?
Do you want to see the world?
Do you want to see the world?
In a different way…!”